Gastando grana, sola de sapato e tempo no centro de BH
Há quanto tempo, amiguinhos! Estava com preguiça de postar problemas técnicos, mas voltei a escrever para o deleite dos senhores. E trago novas!
Sim, estou postando com uma quantidade assustadora considerável mais-ou-menos de álcool nas idéias. Então não me culpem por alguma besteira que eu tenha falado. Como sempre, culpem o álcool…
Terça-feira eu fui lá no shopping popular daqui de BH, o tal “Oiapoque”. Pros mais íntimos, “Shopping Oi”. Dei uma chegada lá pra comprar um cabo e ligar o Vaio no meu super-ultra-maxi-power-revolution monitor/TV novinho da Silva Sauro, e adivinhem, eu achei! Agora estou vendo tudo maior e mais claro! Um milagre praticamente… Salve a alta resolução!
… Mas não salve os vendedores, que nunca dão informações precisas. Aliás, ninguém aqui dá informação direito! Parecem turistas, cara…

"Vai andando reto aqui, até achar umas água que sai do chão"
… E foi essa a resposta que me deram quando eu perguntei onde ficava o metrô mais perto. Pelo jeito, chafariz é tecnologia nova por aqui…
O legal é pegar o metrô por aqui. Que aliás, de metrô não tem nada! Eu costumo dizer que aqui, pros mineiros, “tudo é trem, menos o metrô, que realmente é trem”. A energia não passa pelos trilhos e os vagões não têm nenhum tipo de ventilação (micro-trem-ondas?), então pra mim é trem mesmo. Aliás, as pessoas agem engraçado nos transportes daqui. Uma vez, eu estava de frente pra um lugar recém-vago, então eu dei aquela olhada pros lados, pra ver se tinha alguém que realmente precisasse do lugar, e ia sentar. Antes disso, uma menina já chegou e quase sentou no colo da pessoa que ainda estava levantando! É, depois o carioca é que é o malandro…
E na quarta? Não sei como, mas eu dei um mal jeito horrível nos músculos das costas, que me rendeu uma boa preocupação. Mas o engraçado é o jeito que chegam em você no hospital: “Oi, tudo bem?”

Com uma dessas, o quê poderia estar ruim?
Dá vontade de falar “não, porra, se não eu não estaria no hospital agonizando!”, mas a educação fala mais alto… E mesmo assim, eu não tava agonizando tanto…
Sexta-feira, como sempre, tem muuuuita coisa a se fazer no trabalho! Afinal, tem que preparar pra segunda-feira, quando o bicho parece pegar mais ainda, só porque você queria passar umas horinhas a mais na cama… Mas como eu nunca ligo pra isso, fiz um trabalhinho a la Daniel Azulay:

Já dizia o aviso na latinha: "utilize sua embalagem de forma criativa"...
Tô nem aí, eu durmo no trabalho não faço muita coisa na segunda mermo…
E no sabadão, aquela curtida com os amigos! Não darei detalhes sórdidos de hoje tipo falar que fui conhecer os puteiros daqui, só direi que fomos tomar umas, jogar uma sinuca e falar besteira. Cara, como isso é bom! Preciso sair mais vezes por aqui… (não, não comi ninguém, tenho medo do meu amigão sair igual um palito de fósforo queimado desses buracos estranhos…)
E sei lá o que vai ser do meu domingo! Se eu tiver condições, digo pra vocês como foi porque agora o negócio tá ruim… Fui!
Fim de semana
Ah! o fim de semana! Hora de tirar a cabeça do trabalho e relaxar, ficar de bobeira, dormir tarde, curtir uma balada, ver os amigos, fazer um churrasquinho, tomar aquela cervejinha, ir à praia… Certo?
Errado.

Nossa, tempinho bom pra... Ué... Cadê a praia?
É, caros amigos, sabe por quê? Porque Belo Horizonte NÃO TEM PRAIA!!!
Tá, confesso que nunca fui muito fã de farofada, mas de uns tempos pra cá eu mudei um pouco meu modo de pensar, e até que comecei a sentir a maior falta de uma praia por (nem tão) perto… Também, imagine um sol rachando, um tempo deserticamente seco e a sensação térmica pra lá dos 40 graus; não há quem resista! Já passei por vários domingos desse mesmo jeito por aqui, olhando pro céu limpinho e pensando “ah se eu tivesse no Rio”…
É, eu era feliz e não sabia. Quem mandou prestar um concurso federal? Bem que disseram pra eu tentar a prova pros bombeiros…
Morar longe é dose quando você ainda tem esperanças de voltar em pouco tempo pra terra natal. Não gosto de pagar aluguel, não ter um lugar fixo pra ficar, e odeio ter que comprar cada vez mais coisas pra sobreviver por aqui. Por isso, o gênio aqui teve a idéia de usar móveis emprestados! E adivinha…

Pelo menos sobraram as cortinas...
É, vou ter que (argh!) comprar móveis novos. Não gostava daqueles mesmo… Mas por enquanto, o quarto até que está mais… espaçoso, eu diria. Com tendências futuristas, traços modernos, arrojados. E com uma mesinha de centro de caixa de papelão. Bem que algo me dizia pra não jogar fora aquelas caixas do notebook…
Falando nisso, alguém gosta do Windows Vista aí? Já se passaram 3 infinitos dias, e eu não me entendi com ele! Vou pedir o divórcio e voltar pro XP, ele era um amante bem melhor…
E dá-lhe GTA4!
Hoje eu tô me sentindo igualzinho à criança do Nintendo 64…
Por que, Pedro?
Porque hoje eu virei menino de novo e comprei o GTA 4!

Grand Theft Auto FOOOOOOOOOOUR! Oh my GOOOOOOOOOOD!
Sim, só pra estrear o bichão e ver se ele é bom mermo! Mas, como não podia deixar de ser, passei novamente pela aventura de comprar alguma coisa aqui por BH…
É, vendedores não gostam mesmo de ganhar grana por aqui. Eles até olham de cara feia depois que eu pergunto, com meu leve sotaque, “e a vissshta, tem dessshconto?”. Sim, eu pechincho! Vai dizer que vocês nunca fizeram isso. Seus pobres miseráveis. Mas o ponto é que eles querem muito, e querem fácil, não tem meio-termo, muito menos 5% se pagar “à vissshta”. Tô nem aí, não sou vendedor mermo…
E as crianças no shopping? Definitivamente, os pais enjaulam a molecada em casa por aqui. É um tal de criança correndo, gritando, se arrastando por aqui que vocês nem imaginam! Ir ao shopping por aqui deve ser um evento importante mesmo… Aliás, hoje voltando do shopping eu vi uma menina com uma pá na mão jogando brita numa lata de tinta, e eu não olhei muito, mas acho que ela tava acorrentada numa bola de ferro. E logo descendo a ladeira, vi outra de vassoura na mão, com um barbante amarrado na ponta, sentada de frente pra água correndo no meio fio, fazendo adivinha o quê? Pescando, cara. PESCANDO! Eu ri. Por aqui a molecada é criativa mesmo. Mas é bom, pelo menos eles não estão trabalhando como vapor pro movimento. A criançada daqui é demais, cara…
E falando em voltar pra casa, o que é pegar um ônibus por aqui?!? Na boa, é uma terapia! Ficar de pé no ponto lotado, com uma goteira bem em cima da minha cabeça e procurando um lugarzinho pra ficar de olho nos ônibus que passam, até que em poucos segundos chega alguém no ponto e mete a cabeça bem no único lugar que eu tinha pra olhar! Cara, sacanagem não, isso SEMPRE acontece quando eu pego ônibus! Uma vez a mulher foi pra minha frente, abriu o guarda-chuva e ficou lá, amarradona, tampando completamente a minha visão. É, tem que ter a cabeça no lugar por aqui (e fora do meu campo de visão é um lugar perfeito!)…
Mas o jogo acabou de instalar e eu tô aqui falando ainda! Com licença, pessoal, vou jogar um pouco… Até mais!
Ahh, o serviço de entrega expressa…
Tá, confesso que hoje eu tô morto de preguiça de postar… Mas é por um bom motivo…
Adivinhem o que eu ganhei? Arrááá!

Um Sony Vaio, véi!
Depois de incansáveis pesquisas pela internet e pessoalmente, vários lanches que entregam em casa comprados e alguns vendedores tentando me convencer de que é mais lucrativo (“pra eles”, esqueceram de mencionar) comprar notebooks sem desconto, fiz a minha escolha. E não me arrependi nem um pouco! (Rá, você errou! Ponto pra mim, vendedor maluco!) Com uma bela ajuda do paizão, que comprou lá no Rio e me enviou por Sedex10, ele acabou chegando aqui nas minhas mãos. Pensem como eu fiquei hoje no trabalho, roendo as unhas, ansioso pra dar a hora e chegar em casa! Depois de hoje, vou economizar em cortadores de unhas e comprarei mais notebooks. (Rá!)
É bom ganhar um desses, ainda mais quando você mesmo é quem presenteia! A vida é justa quando você vira adulto: na minha infância, quanto mais besteira eu fazia, menos presente ganhava; agora, tanto faz o dia, a hora e a circunstância! Posso ter matado a família inteira, mas eu ainda posso me presentear com uma ida ao cinema. Eu amo a minha vida… (Calma, família, foi só pra ilustrar!)
Por falar em família… Sim, moro longe dela, tô em Minas. Sou do Rio, mas um ser nipo-brasileiro certa vez me disse “calo Gafanhoto, o mundo plecisa de você, mas não pelto da sua casa: você plecisa expandir seus holizontes” e me chutou pra cá… Não, não foi o Cebolinha, ele nem é japonês! Mas o que interessa é que, realmente, eu expandi meus horizontes: toda vez que subo uma maldita ladeira, o vejo mais do que via lá no Rio. Mas até chegar no topo, cansa, e muito! E sabe qual é a maior sacanagem? Logo depois eu tenho que descê-la, e subir mais uma! Definitivamente, ladeira não é comigo; meu motor é 1.0. Flex, claro. Pra vocês terem uma idéia, eu caminho talvez uns 600 ou 700 metros até o ponto que pego o ônibus pra trabalhar, e eu tenho que subir uma ladeira pra logo depois descer! Porra! Por que aquele morro tá ali, cara? Não era mais fácil andar reto? Ia dar no mesmo! Definitivamente, essa cidade não tá fazendo bem pro meu juízo. Mas pras minhas coxas…
Bom, é isso. Hora de dormir, que amanhã tem mais. Fui!
PS: Sim, o lençol da minha cama é rosa, algo contra? Como se sua mamãe nunca tivesse forrado sua caminha com colchinhas de florezinhas… Seu gay.
Primeirão!
Porque “o primeiro post (do segundo blog) a gente nunca esquece”…
Saudações, povo do planeta Terra! É com grande prazer que reinauguro o Pum & Etta!
Para quem não conheceu, o primeiro se tratava de certas (des)aventuras minhas, algumas curiosidades desse mundão afora e, logicamente, bastante assunto nonsense. Colocaria o link aqui, se ele não tivesse passado dessa pra melhor…
Mas para quem conheceu… Aguarde e confira! =)
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